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CP5 DR4 – Macroestrutural

Competência: Elencar escolhas morais básicas para a comunidade global: dignidade vs. desumanidade, desenvolvimento vs. pobreza, justiça vs. assimetria, …

Critérios de evidência:

  • Identificar condutas solidárias.
  • Posicionar-se através de um julgamento informado acerca de diferentes escolhas morais.
  • Empenhar-se na preservação da herança cultural da humanidade.

Poderá evidenciar com a mesma situação de vida as competências STC/CLC6 DR4 e/ou STC/CLC7 DR3.

12 comentários

  1. Este texto foi produzido pela Maria del Pilar

    CP1 Macro estrutural e CP5 Macro estrutural:

    Há cerca de 10 anos assisti na televisão a uma reportagem, que me chocou, como mulher, mãe e cidadã do mundo. Foi tema de conversas com familiares, amigos e colegas de trabalho.
    Os repórteres deram-nos a conhecer um pouco do que se passa no mundo oriental, na China, com crianças indesejadas. Eram crianças essencialmente do sexo feminino e deficientes, estavam sentadas três a três em bancos de madeira corridos, com os pés e as mãos atados, e no sítio dos assentos, estavam colocados os bacios, onde faziam directamente as necessidades. O único movimento que eram capazes de fazer era baloiçar-se, mostrava ainda que algumas estavam com as calças todas molhadas. Viu-se também uma auxiliar a dar banho aos bebés, com ausência de sensibilidade e de carinho, como se de bebés não se tratasse. Ao entrar num quarto a repórter viu que, uns cobertores que estavam a cobrir uma cama se deslocavam, para seu espanto ao destapá-los encontrou uma criança que estava tapada dos pés à cabeça, quase sem conseguir respirar. De seguida, entraram num outro quarto, e depararam-se com a imagem mais chocante do dia, deitada numa cama foram encontrar uma menina, em pele e osso, que ali tinha sido “depositada” há já 10 dias, possivelmente para morrer, tendo vindo a falecer poucos dias após a saída dos repórteres.
    Estas crianças são enviadas para os orfanatos estatais, para serem adoptadas ou para morrer. Devido ao elevado índice populacional e à sua tradição, os dirigentes chineses adoptaram diversas medidas no combate ao controlo da natalidade, limitando o número de filhos por família, a um filho e, como solução para a mulher que volta-se a engravidar, interromper a gravidez. O filho desejado é o do sexo masculino, o papel da mulher na família não é relevante, por esse motivo as crianças do sexo feminino são banidas da família.
    Tendo a China ratificado o tratado internacional da Convenção sobre os Direitos da Criança, que papel a UNICEF poderá ter nesta matéria (?), numa nação tão “fechada sobre si”.
    No Séc. XX e com o mundo a progredir tão rapidamente no sentido de preservar o bem-estar das crianças, assistir constantemente à violação dos seus direitos, na base da: discriminação, do interesse superior da criança, da sobrevivência e do desenvolvimento e opinião da criança. Só com reportagens transmitidas pela comunicação social, nós ocidentais recebemos o alerta do que se passa no resto do mundo. Vivemos o nosso dia-a-dia e no “nosso pequeno mundo”, sem sequer imaginar que existe tanta desumanidade e injustiça contra as crianças. É assim que, nos apercebemos das realidades escondidas, e continuamos ausentes de acção.
    Quando dos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008, foi noticiado em vários órgãos de comunicação social, os maus tratos dirigidos às crianças, tendo nós cidadãos recebido esse alerta e ainda mais sabendo que, a China faz parte da UNICEF, deixo aqui uma mensagem para que, todos os cidadãos do mundo estejam atentos e façam uma critica e reflexão sobre esta atitude dos governantes chineses, ao modo brutal como a “Politica do filho único” é administrada.

    site:
    ”Reconheço, que neste mundo por muitas tentativas que se façam para atenuar o sofrimento, derivado a certas culturas, tradições, religiões, apenas se pode dar a conhecer à opinião pública o que se passa no resto do mundo, e só com muita divulgação se conseguirá chegar a uma sociedade justa e cumpridora dos direitos humanos.”


    • Pilar, o seu texto destinava-se a validar as competências CP1 Macro estrutural, CP3 Macro estrutural e CP5 Macro estrutural. Em minha opinião , o texto não contempla os critérios da competência CP3 Macro estrutural, pelo que considerei evidenciadas apenas as restantes.
      Quanto à citação que fez no final, é conveniente a indicação do endereço do website de onde foi retirado o texto. Desta forma, sabemos que se trata de uma citação mas não temos acesso à fonte nem ao autor.


  2. Sempre quis dar algum tipo de contributo à sociedade, por exemplo a nível humanitário. Na zona onde cresci cruzei-me e convivi directamente com pessoas que viviam os mais diversos problemas, toxicodependência, DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis), entre outros que já falei. Muitos amigos perderam-se na vida e ao assistir a estas situações tão proximamente fiquei muito sensibilizada. Vejo que grande parte das pessoas que têm uma vida “dita normal” fazem por tapar os olhos ao que se passa no mundo, ou pelo menos no mundo dos outros… é vulgar ouvir-se dizer “com o mal dos outros posso eu bem “. Mas eu não posso bem com o mal dos outros, penso sempre que podia ter-me acontecido a mim. Sinto a necessidade de os ajudar, sejam lá quem forem, estejam onde estiverem, inseridos na minha vida ou não. Sempre que consigo abordar alguém que, nem que seja só com um olhar triste peça ajuda, eu paro e converso com ele/a. Presentemente trabalho em Alcântara numa zona muito frequentada por toxicodependentes, com os quais passo a minha hora de almoço a conversar, ajudo-os dando ideias de como podiam melhorar a sua vida, dou-lhes livros de auto ajuda e peço que depois me falem das conclusões a que chegaram. Eles falam-me deles e eu falo-lhes de mim. Às vezes só o facto de ouvirmos um desabafo abre portas para se poder dar um conselho. Posso não conseguir ajudar monetariamente ninguém, mas sempre farei por tentar ajudar a clarear os seus pensamentos.
    Ainda assim sei que é pouco, sei que posso fazer muito mais. É de louvar o empenho das pessoas que abrem mão da sua vida pessoal em prol de ajudas humanitárias fazendo da vida dos mais necessitados a sua. Centros de ajuda a toxicodependentes promovem o voluntariado a todos os que queiram passar as suas noites a dar comida, abrigo, cuidados de saúde e ajuda psicológica a quem precisa.
    Ainda não consegui chegar a este patamar de altruísmo total, sobretudo porque tenho limitações físicas e monetárias que, ainda que não se possam comparar à miséria de que falamos da vida de muitos, me limitam. Mas tenho trabalhado a minha personalidade nesse sentido, pois a cada dia que passa sinto que a humanidade depende cada vez mais e também da minha ajuda.


    • Olá Sofia… perdão, missivas!
      A sua proposta inicial era evidenciar com este texto as competências CP5 Macro-estrutural e CP8 Institucional. Quanto à primeira, está OK… a meu ver está até muito OK! Mas quanto à segunda, a situação que descreve não se inscreve ( :-) as armadilhas do português!) nos critérios de evidência. Veja os critérios de novo, depois podemos falar disso ao vivo e a cores.
      Obrigado por mais este contributo.


  3. De uma forma mais ou menos informada todos nós imaginamos de como será viver numa cidade como a do Rio de Janeiro. O facto de o Brasil ter sido colonizado por Portugal, de falarmos a mesma língua, de haver proximidade cultural, ou até mesmo pelo consumo que fazemos dos conteúdos televisivos por lá produzidos, faz de nós um observador privilegiado para termos, mesmo à distância de um oceano, a percepção das muitas realidades existentes naquele lado do atlântico.
    Pois bem, é na abordagem que pretendo fazer sobre a imagem que detenho da “cidade maravilhosa”, que vou procurar reflectir e evidenciar conhecimentos para evidenciar esta competência.
    A cidade do Rio de Janeiro é uma cidade de fortes contrastes económicos e sociais, apresentando grandes disparidades entre ricos e pobres. Enquanto muitos bairros ostentam um edificado e índices de desenvolvimento humano correspondentes ao dos países mais desenvolvidos e industrializados em outros, observam-se níveis muito inferiores à média local, como são os casos dos bairros denominados de “Favelas”. Embora classificada como uma das principais metrópoles do mundo, a verdade, é que parte significativa dos seus 6 milhões de habitantes vive em condições de extrema pobreza. Grande parte desta pobreza habita em “Favelas” que mais não passam de um conjunto de aglomerados urbanos, construídos sobre morros e onde as condições de habitabilidade, saúde, educação e segurança são mínimas.
    A precariedade com que vivem estas pessoas é aterradora e coloca a questão de saber se, confrontados perante a indignidade com que vivem e com que são tratadas, se tem capacidade e estrutura mental para definir padrões morais básicos de convivência em comunidade. Em consequência das desigualdades no acesso à justiça, à educação, à saúde, ao trabalho, a uma habitação condigna, ou a coisas tão básicas como ter saneamento ou água potável, tomamos conhecimento das práticas mais imorais produzidas por estas comunidades.
    Contudo nem tudo está perdido, mesmo perante as injustiças e dificuldades de que são alvo, estas populações enfrentam a realidade e em conjunto tentam trabalhar para melhorar o presente e um futuro muito difíceis. Organizando-se em comissões de moradores e constituindo associações várias, desenvolvem um trabalho solidário para dar resposta aos problemas efectivos das populações. O principal problema a resolver coloca-se ao nível das novas gerações que se pretendem defender dos grupos ligados ao crime organizado. Surgem de dentro destas comunidades, pequenas instituições, que apoiadas por serviços institucionais e por empresas privadas começam a garantir a educação e a ocupação dos tempos livres aos mais novos, afastando-os da rua e da criminalidade.
    Conseguir que todos adquiram a educação e formação para desenvolverem novas actividades, torna-se fundamental para inverter o caminho e dotar estas gentes de valores morais e éticos que permitam uma boa convivência social. Privilegiar as empresas comerciais que colaboram com estas instituições, pode ser uma forma activa de solidariedade e de empenho na preservação de princípios morais básicos que fazem parte da herança cultural da Humanidade.


    • Miguel, obrigado por mais este contributo.
      Parece-me bem. Os 1º e 2 critérios estão bem presentes, o 3º materializa-se na sua proposta de “privilegiar as empresas comerciais que colaboram com estas instituições” o que é aceitável, considerando que o domínio Macro-estrutural é aquele em que temos menos capacidade de intervenção/acção directa.
      Gostei da sua análise sobre esta problemática e subscrevo as suas ideias.


  4. Apesar do pouco tempo disponível nesta semana não queria passar sem pelo menos tentar evidenciar uma competência.
    Estive recentemente, em Novembro de 2009, em Angola, mais precisamente em Luanda, numa viagem em trabalho. Sempre tive curiosidade em visitar um país Africano pelo que ouvia dizer a quem por lá passava, como o cheiro da terra, o clima, as gentes, etc. Encontrei uma realidade bem diferente da que imaginava. Uma cidade degradada, desorganizada, muito confusa e insegura.
    Durante os 6 dias que permaneci em Luanda fui sempre acompanhado por um segurança privado, o que inicialmente me causou algum desconforto e insegurança, mas que mais tarde se revelaria necessário face à incrível e transparente corrupção que vive a cidade permanentemente. Para tudo é necessário contribuir com a “gasosa”, quer a nível institucional quer nas pequenas coisas do dia-a-dia, como estacionamento, restauração, ou uma simples operação stop da polícia de trânsito que se apodera da nossa documentação e só a devolve a troco da tal “gasosa”.
    Como é que um país com tamanha riqueza natural consegue ter um nível de pobreza tão elevado? Como é possível construir hotéis de 5 estrelas rodeados de barracas sem serviços básicos de saneamento? Como se consegue comer em restaurantes de luxo murados de forma a não possibilitar nenhum contacto visual com a miséria adjacente aos mesmos?
    Estas foram algumas questões para as quais até hoje tenho dificuldade em encontrar respostas. Percebo a tentação do poder embora não a entenda. Todo o homem, de qualquer etnia, rico ou pobre, tem em comum o mesmo fim.


    • Caro Pedro, obrigado pela sua participação.
      A situação é boa e o texto está bem construído, mas para ficar perfeito, falta uma referência à sua participação no sentido de ajudar a ultrapassar esta situação que descreve. Através da sua actividade profissional, por exemplo?! Debatendo o assunto, mesmo em conversas informais, para que que ele não caia no esquecimento…


  5. A Faixa Piritosa Ibérica constitui uma vasta área geográfica do sul da Península Ibérica na designada Zona Sul Portuguesa. Tem cerca de 250 km de comprimento e 30 a 50 km de largura, desenvolvendo-se desde Alcácer do Sal (Portugal), a noroeste, até Sevilha (Espanha), a sudeste (http://pt.wikipedia.org/wiki/Faixa_Piritosa_Ib%C3%A9rica)
    A Mina do Lousal, faz parte desta Faixa Piritosa, está situada entre Canal Caveira e Ermidas do Sado, e deixou de laborar em 1988. Após o seu encerramento a vida acabou nessa aldeia alentejana pois era a mina que movimentava tudo na aldeia. A desertificação começou. Para alterar esta nova realidade a mudança era inevitável.
    Nasceu a Fundação Ferederic Velge, constituída pela empresa SAPEC e Câmara Municipal de Grândola para recuperação e desenvolvimento da aldeia mineira do Lousal. Reanimar a actividade económica e promover a criação de emprego na aldeia alentejana era a meta a atingir que promoveu a criação de:
    • Museu Mineiro, que funciona nas próprias antigas instalações das minas, hoje transformadas numa espécie de local arqueológico, onde se pode observar e aprender o funcionamento da mina através dos vestígios do trabalho que lá foi feito ao longo das décadas pretende preservar a memória e o conhecimento das gerações de trabalhadores que escavaram as minas do Lousal. Entre outras características, destacam-se as estruturas de trabalho recuperadas especialmente para serem visitadas pelo público: instalações, escavações e galerias da mina e mesmo os motores da central eléctrica que abastecia não só a mina como também a população local (http://www.lifecooler.com/edicoes/lifecooler/desenvRegArtigo.asp?reg=359915)
    • Museu de Ciência Viva. Este Museu de Ciência Viva tem uma função lúdico-didáctica e de investigação.
    • Centro de acolhimento, centro de artesanato e o Armazém Central, transformado em restaurante de apoio.
    Com estas medidas foram criados postos de trabalho para jovens recém-formados que foram chamados para trabalhar nestes locais e a fixaram-se nesta aldeia. Os resultados já estão à vista. Pela primeira vez desde o encerramento das minas a população aumentou.
    Os mais idosos que permaneceram na aldeia , além de ocuparem os tempos livres com o seu artesanato e a sua sabedoria, são a história viva das minas e de toda a sua riqueza. Para o sucesso deste programa é indispensável que o mesmo seja visitado e para isso a sua divulgação é imprescindível.
    As Escolas que têm a função de abrir horizontes aos seus alunos, as Associações culturais e todas as entidades interessadas na valorização pessoal, deverão promover visitas de estudos de forma a preservar esta herança cultural.


    • Paula, agradeço mais este contributo.
      O tema foge um bocadinho à escala macro estrutural (mundial), mas penso que se pode aceitar que evidencia a competência porque vai diretamente ao encontro do 3º critério; o património cultural de Portugal é ao mesmo tempo património da humanidade; além disso, pelo menos o 1º critério também está implícito.
      Atenção que quando fazemos citações ou adaptações de textos da internet devemos indicar a fonte. Penso que o seu texto foi construído com base nos dois endereços que assinalei.


  6. De alguns anos até agora, por altura dos meses de Novembro e Dezembro, a Direcção de Apoio Social da Marinha alia-se ao Banco Alimentar contra a fome e promove em todas as unidades e organismos da Marinha uma recolha de alimentos para o referido Banco. Tenho aderido todos os anos a esta iniciativa e promovo-a junto da minha família (pais, irmã, tios, etc.) para aumentar ainda mais a recolha.
    O Banco Alimentar Contra a Fome efectua recolhas de alimentos por todo o país de modo a poder ajudar famílias carenciadas que se candidatem a essa ajuda. O Banco recruta voluntários para estas recolhas que se realizam à porta dos supermercados, em que os voluntários entregam sacos de plástico vazios aos clientes à entrada, para que à saída os clientes devolvam os sacos com a sua contribuição aos mesmos voluntários. Daqui, os sacos são transportados para os armazéns do Banco, em que outros voluntários catalogam e organizam os alimentos por grupo alimentar, produto e data de validade.
    Eu nunca me voluntariei para estas recolhas mas penso que este ano me vou voluntariar, pois, do que eu chamo “o pentagrama da liberdade”, a paz, o pão, habitação, saúde e educação, a parte do pão é a única na qual eu consigo ajudar e sinto arrepios quando penso que na minha localidade possam haver pessoas a passar fome.


    • Obrigado pelo seu contributo Paulo.
      A situação é boa, mas acho que deveria alargar o âmbito da sua reflexão à escala global (visto que estamos no domínio macro-estrrutural); isto porque o BACF atua apenas no território nacional e a fome, sendo um problema grave em Portugal, é muito mais grave e indigno nos países africanos, por exemplo.



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