Em tempos, e durante muito tempo, pugnei por uma proposta metodológica para desenvolvimento dos Processos de RVCC, o que sempre considerei um alicerce daquela “construção”, ao contrário da elaboração de cronogramas que, utilizando a mesma metáfora, corresponderão a uma espécie de telhado. Fazer cronogramas uns atrás dos outros, sem pensar a metodologia de desenvolvimento dos processos é justamente começar a construção pelo telhado.
Depois de vários alertas, pouco (ou nada!) sucedidos, elaborei e apresentei uma proposta metodológica para suscitar a necessária reflexão. Mas por um estranho desígnio das estrelas, certamente mais relacionado com a astrologia que com a razão, essa proposta foi votada ao desprezo, pelo que não passou de um nado-morto.
Não tendo sido considerada útil nessa altura (maio de 2017) e naquele contexto, fica agora divulgada nesta instância com o mesmo intuito de suscitar a reflexão a quem possa interessar.
Deve ser entendida como um documento de trabalho e está acessível AQUI.
Este é o meu último post enquanto formador de Cidadania e Profissionalidade no Centro Qualifica da ES Cacilhas-Tejo.
Vivemos tempos estranhos em que as organizações trituram quem tem pensamento próprio, independente, por vezes não coincidente com seus objetivos ocultos (e por isso representa um argueiro…), para promover ineptos para quem os fins justificam os meios, sempre na perspetiva economicista do esforço mínimo para o máximo de realizações… o que é bem diferente de realizações máximas!
Quando pensava que a trovoada já estava longe rebentou um trovão dentro de casa.
Todos nós temos cidadania portuguesa, e por inerência europeia, mas somos simultaneamente cidadãos do mundo. Tudo quanto se passa no nosso mundo de bom ou de mau, direta ou indiretamente, diz-nos respeito.